20 dicas valiosas pra você se dar bem em Nova York (Parte II)

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Agora você não tem mais desculpa pra continuar adiando sua próxima viagem a Nova York.

Aqui vão as 10 dicas que faltavam! (se você não viu ou já se esqueceu das 10 primeiras, confira aqui)

11. O Central Park é muito mais do que um parque. Não dá para pensar em Manhattan sem pensar no Central Park. E, ao mesmo tempo, quando se está no Central Park é muito fácil esquecer que existe uma cidade como Nova York ali em volta. Eu sou apaixonada por esse lugar e poderia passar todos os dias de uma viagem a Nova York descobrindo e redescobrindo todos os seus cantinhos, desconhecidos e já conhecidos. O parque ocupa uma área imensa da cidade (da 59th à 110th St.) e é lindo durante todas as estações do ano (cada uma com seu charme especial). Durante o verão, nada como uma tarde no Sheep Meadow (entre a 66th e a 69th, lado oeste) após uma passadinha no Whole Foods da Columbus Circle para comprar uns snacks e curtir a tarde toda naquela gostosa “praia de nova-iorquino”. O Great Lawn, um gramado que fica entre a 72nd e a 86th, também é uma opção nos dias mais quentes. Ainda no verão, o parque abriga um ótimo festival de música, com artistas do mundo todo, e a famosa peça teatral Shakespeare in the Park. Esta última – cujos ingressos são disputadíssimos (tem que entrar na fila bem cedinho!) – acontece no Delacorte Theater, perto da entrada da 81st, lado oeste. No inverno, a pista de patinação (Wollman Ice Skating Rink, entre a 62nd e a 63rd, lado leste) é um programa imperdível, principalmente à noite. E é beeeeem melhor do que a pista do Rockefeller Center, mais conhecida (e turística). Na primavera e no outono, a paisagem em si já é uma grande atração. As árvores floridas (que duram bem pouco, na verdade) ou as folhas amarelo-avermelhadas no chão tornam o parque ainda mais bonito. Nessas épocas, quando a temperatura é mais amena, um programa delicioso é um passeio de bicicleta em volta do parque todo. Eu fiz e amei! O ponto mais alto do parque fica no Belvedere Castle, de onde se tem uma vista linda. O ponto mais visitado é o chamado Strawberry Fields, que fica em frente ao Dakota building (local da morte de John Lennon), na saída oeste da 72nd St.. O parque tem até um zoológico (mais para crianças), perto da 65th St., lado leste. E ainda, pouca gente conhece a parte Norte do parque, que tem também áreas lindas a serem exploradas. Enfim, é impossível listar todas as atrações do Central Park aqui, mas no site tem um bom mapa com as indicações dos principais pontos e uma lista de quase 200 itens para visitar! Dica muito útil: Tente fugir das armadilhas turísticas! (não perca tempo com o famoso passeio de carruagem (booooring!!!), nem faça uma refeição no tradicional Tavern on the Green (que, na minha opinião, já teve seus tempos áureos, mas hoje em dia não compete nem de longe com as tantas outras opções que NY oferece).

12.  Se você está planejando passar o reveillon na Big Apple, a virada na Times Square não é o melhor programa. Pra começo de conversa, devo esclarecer que sou adepta do lema “ano-novo-tem-que-ser-no-verão”. Não tem jeito, pra mim, a virada do ano não combina com frio e com pessoas encapotadas em casacos escuros, luvas e cachecóis. Gosto do esquema brasileiro, todo mundo de branco, pulando sete ondinhas e vendo os fogos na beira da praia. Mas já tive a experiência de passar um Ano Novo na Big Apple e posso te assegurar que a virada na Times Square pode ser a maior furada de todos os tempos. Primeiro: o frio de rachar. No ano que passei lá, a sensação térmica à meia-noite do dia 31 alcançava 17 graus negativos! Segundo: a dificuldade de se conseguir um “lugar ao Sol”. A tal “esquina do mundo” fica abarrotada de gente desde muito cedo, que praticamente acampa por ali por horas e horas e horas (lembrando: no maior frio!!). No ano passado, a festa reuniu 1 milhão de pessoas! Terceiro: para que mesmo??? Para ver uma bola gigante descer de um prédio!! What’s the point??? Juro que não entendo a graça. Acho que esses americanos precisavam passar um reveillon em Copacabana… Por último e não menos importante: não se pode tomar champagne!! É, isso mesmo. É proibido beber na comemoração (se duvidar, confira aqui). Mas, calma, se você já está de passagens compradas e muito animado com seu reveillon em NY, a cidade oferece muuuuuitas outras opções, principalmente festas e jantares em centenas de bares e restaurantes (quentinhos e agradáveis!), normalmente com menus fechados e animação garantida. Veja ideias de comemorações aqui e aqui. Mas se você fizer mesmo questão de fazer um programa de índio, tem uma opção que pode te dar muitos pontos na carteirinha da Funai (e até ser divertido): é a Midnight Run, uma corrida pelo Central Park, cuja largada se dá à meia-noite do dia 31, com direito a fogos de artifício. As pessoas costumam estar bem animadas e você com certeza vai encontrar figuras hilárias, fantasiadas, participando desse evento pouco convencional. Veja informações aqui. Para aguentar o frio, um “esquenta” nas horas que antecedem a virada é bastante recomendado. Ah, e também há fogos de artifício no Prospect Park e em South Street Seaport. Mas – desculpem-me a insistência – nada se compara ao nosso reveillon…

13. Há como assistir shows da Broadway (e off-Broadway) por preços especiais. Ouço muita gente dizer que acha os ingressos para os musicais da Broadway caros demais. Concordo plenamente. Mas há como pagar menos por eles. A opção mais conhecida são os guichês da TKTS, que ficam na Times Square (mais exatamente na Broadway com a 47th St.) e vendem ingressos com descontos (de até 50%!) para shows que acontecem no mesmo dia (tanto para os musicais da Broadway quanto para alguns espetáculos off-Broadway – os meus preferidos!). Claro que pagar precinhos especiais tem seu preço: dependendo do dia e horário, a fila pode ser grande (mas até que ela anda relativamente rápido). Para shows que começam às 20h, os guichês abrem das 15h às 20h (de segunda a sábado). Para as matinês, ficam abertos das 10 às 14h, de quarta a sábado, e das 11 às 15h no domingo. Se não me engano, não aceita cartão (é bom levar dinheiro). Agora tem até aplicativo da TKTS para iphone (veja aqui). Outra opção é o site BroadwayBox, que também oferece bons descontos. E, em última instância, tentar conseguir ingressos na porta do evento pode funcionar. É incrível como sempre tem gente vendendo (ou doando) ingressos antes do show em razão de desistências de última hora. Se você for fã de esportes, também tem um site bom para conseguir ingressos com descontos para jogos de diversas modalidades (StubHub). Se você procura algo mais alternativo, ou simplesmente não é muito fã de musicais, vale sempre conferir a programação off-Broadway. Há diversas peças de teatro em cartaz (para quem está com o inglês mais afiado) e outros espetáculos mais diferentes (como o Fuerza Bruta, da segunda foto aí embaixo).

14. Em NY, é proibido consumir bebidas alcóolicas em lugares públicos. Concorde ou não, é bom estar sempre atento às regras relativas ao consumo de álcool em Nova York, onde a fiscalização é um tanto mais severa do que por aqui. Primeiro, em todos os Estados Unidos, a idade legal mínima para beber é 21 anos. E, de fato, muitos lugares pedem sua ID quando desconfiam da sua carinha de criança. Segundo, de acordo com as leis nova-iorquinas, bebidas alcóolicas não podem ser servidas em bares e restaurantes das 4h às 8h da manhã (como as festas costumam começar e terminar mais cedo do que o padrão brasileiro, isso não costuma interferir muito na vida das pessoas). Terceiro, as bebidas mais fortes somente são vendidas em lojas especializadas, e não nos mercados e lojas de conveniência. E mesmo nessas lojas, os horários são regulados para vários tipos de bebidas. Quarto e mais importante: o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos é ilegal. Isso inclui carregar um recipiente com bebida alcóolica aberto na rua, no metrô ou na calçada de um bar, mesmo que você tenha mais de 21 anos. É preciso ficar atento. Já vi gente se dar mal por dar um gole na latinha de cerveja no metrô ou por sair de um bar para fumar um cigarro com a bebida na mão. Nos parques, o que muita gente faz é levar um vinho ou uma cerveja em outros recipientes “disfarçados” ou dentro de sacos de pão (mas eu não me responsabilizo caso você queira se arriscar!). Leia mais aquiaqui. Na mesma linha desses excessivos moralismos norte-americanos, apesar de não ser proibido, também não se recomenda “demonstrar muito afeto” por seu(sua) companheiro(a) em público (se é que você me entende…). Uma expressão muito usada por lá é a public display of affection, ou, para os íntimos, “PDA“. Você pode receber olhares bem tortos (e até ouvir um “get a room!”) caso achem que você está exagerando na troca de abraços e beijinhos.

15. Os rooftops são as melhores opções para curtir a noite (e o fim de tarde) em NY. Pra mim, não tem melhor lugar para um happy hour ou uma balada mais forte na cidade. Os rooftops – normalmente localizados no último andar de hotéis de luxo – são a melhor forma de se divertir, comer e beber bem, e ainda usufruir de vistas maravilhosas de NY (seja ao pôr-do-Sol, ou à noite, quando a cidade fica toda iluminada, linda!!). Acho melhor do que subir no Empire States (até porque, de alguns rooftops, você vai ter a vista do próprio Empire States iluminado). A lista de lugares desse tipo é bastante extensa e costuma variar de acordo com a moda e a estação do ano. A maioria funciona só no verão, mas por exemplo o 230 Fifth funciona também nos dias mais frios do ano (e eles ainda te dão capas vermelhas, no melhor estilo chapeuzinho vermelho, para aguentar o frio do lado de fora). É impossível listar todos, mas aqui vão algumas ideias: The Plunge (Gansevoort Hotel), Press (Hotel Ink48), Le Bain (Standard Hotel), A60 (60 Thompson Hotel), Gramercy Terrace (Gramercy Park Hotel), SoHo House, Salon de Ning (Peninsula Hotel), The Delancey, Ava Lounge (Dream Hotel), The Hudson Sky Terrace, W Downtown (Starwoodhotel), The Upstairs (The Kimberly Hotel), STK Rooftop, Jimmy (James Hotel), entre tantos outros… Não fui, claro, em todos esses, mas já provei vários e recomendo. É bom entrar nos sites para checar os horários de funcionamento. Alguns são verdadeiras baladas, outros são mais recomendados para um happy hour ou mesmo um lanchinho da tarde.

16. Gorjetas (ou tips) são sempre esperadas. Em restaurantes, bares, taxis, hotéis, eles sempre contam com a gorjeta (e podem ficar um tanto ofendidos caso você se esqueça disso; nesse caso, prepare-se para ouvir algumas dirty words na maior cara dura). Em restaurantes, a tip mínima costuma ser de 15% (e não 10%, como estamos acostumados), a não ser que o serviço tenha sido muito ruim. Para pessoas que não têm muita facilidade com matemática, o cálculo desses 15% pode ser um desafio, mas tem uma forma simples de fazer a conta: é só multiplicar por 2 o imposto que vem informado na conta (que é de 8% e alguns quebrados). Dá um pouco mais do que os 15%, mas é um jeito fácil de calcular e com o qual eles estão acostumados. Uma dica importante: em alguns lugares, quando você passa o cartão para pagar a conta, a máquina te pergunta se você quer pagar uma “additional tip”, que nada mais é do que algo além da gorjeta que você já deixou. Cuidado para não acabar pagando duas vezes! Nos taxis, eles também esperam uma gorjeta de 15% além do valor da corrida. Para carregadores nos hotéis, o padrão é de pelo menos 1 dólar por mala. Tome também cuidado com algumas taxas “escondidas” durante sua estadia em NY: além do imposto que vem na conta do restaurante (e que normalmente não integra o preço dos pratos no cardápio), é preciso ficar atento na hora de reservar hotéis, pois a taxa (de mais de 13%) na maioria das vezes não está incluída no valor da diária anunciado.

17. Divirta-se com o jeito nova-iorquino de ser! Apesar de Nova York ser uma cidade cosmopolita, com um número altíssimo de imigrantes e com poucos locais (te desafio a encontrar, durante a sua viagem, pessoas que nasceram em NY e que vivem na cidade até hoje – são raríssimas), é possível dizer que o “nova-iorquino típico” (seja por ter nascido lá, seja por ter passado muitos anos na cidade) tem um jeito muito peculiar. Sei que é complicado fazer generalizações em uma cidade de mais de 8 milhões de habitantes que vêm das mais diferentes partes do mundo, mas você vai entender do que estou falando ao experimentar parar do nada no meio de uma calçada movimentada de Nova York ou andar devagar nas entradas ou saídas do metrô. Ou então, experimente ficar na frente do caixa de uma Pharmacy ou de um mercado contando as moedas que você recebeu de troco. Provavelmente vai ouvir um “Neeext, please!” em alto e bom som, no melhor estilo “saia da minha frente já, que eu preciso atender o próximo cliente”. Eles são assim mesmo. Além de estar sempre correndo, e não costumar fazer qualquer tipo de eye contact com as pessoas à sua volta, o nova-iorquino costuma ser um tanto duro, direto, espontâneo, prático, sem meias-palavras… (há quem chame essa postura de “politely agressive”, mas acho que é um eufemismo). Talvez esse jeito todo – com o qual não estamos nada acostumados – seja uma mera técnica de sobrevivência nessa cidade louca, sei lá… Pois meu conselho é: divirta-se! Bote um sorriso no rosto, finja estar em um filme do Woody Allen, e procure não se irritar. Esqueça, eles não vão mudar. E sua viagem ficará bem mais agradável assim.

18. As melhores estações do ano para curtir NY são a primavera e o outono. Como já disse antes, acho que Nova York é uma cidade para se conhecer a pé. Por isso, as melhores épocas do ano para aproveitar tudo de bom que a cidade tem para oferecer são na primavera [abril/maio] e no outono [setembro/outubro], quando as temperaturas te permitem caminhar por aí sem passar nenhum aperto. O verão [junho/agosto] é quente e abafado demaissss (muito pior, por exemplo, do que São Paulo). Mas se você não liga para temperaturas muito altas, é uma ótima época para aproveitar os festivais de verão. O inverno [novembro/março] é bem gelado para os padrões brasileiros, mas é claro que tem programas interessantes e gostosos para fazer também nessa época do ano. Dê uma olhadinha neste site e escolha o mês em NY que tem mais a ver com você!

19. Na hora de ir embora, se tiver muitas malas, vá de shuttle para o aeroporto. Sabe aquela cena clássica de todo filme que se passa em Nova York? O cara estende os braços na rua e um taxi aparece, de portas abertas, no mesmo segundo. Esqueça! Pegar um taxi em Nova York pode não ser tão fácil assim, principalmente na hora do rush e se você estiver com muita bagagem. Assim, caso você tenha comprado bastante (o que é bem provável) e tenha muitas malas na volta para o Brasil, uma boa opção é ir de van (os famosos shuttles) para o aeroporto. Duas empresas bastante conhecidas são Go Airlink Shuttle e Super Shuttle. É possível agendar e já pagar a corrida online. Você informa o horário e o aeroporto do seu voo e o sistema te informa os horários disponíveis para te buscar. Já usei várias vezes e funcionou muito bem!

20. Por fim, como se diz por aí, Nova York é o que você quiser que ela seja! As opções são tantas que você pode montar a viagem que desejar. Tem para todos os gostos e bolsos, desde o circuito mais básico, até os lugares mais diferentes e alternativos frequentados pelos locais. O importante é você saber o que te faz feliz.

No mais, have fun!!!

Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar, sugerir, concordar e discordar.

(e aguardem o roteiro de 5 dias dessa cidade que eu tanto amo, em breve, aqui no Se7e Malas)

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