10 coisas para se fazer em Durban enquanto o novo acordo sobre o clima não sai!!!

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Durban é a bola da vez!!! É lá que estão rolando (e quase terminando) a 17ª Conferência das Partes (as famosas COPs) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e o 7º Encontro das Partes do Protocolo de Kyoto. De forma bastante simplificada, esses são os acordos internacionais que têm tentado – até agora quase que em vão – conter a emissão de gases causadores de efeito estufa (GEE) na atmosfera. Salvo raríssimas exceções, os climatologistas já vêem como certa a relação entre a crescente emissão desses gases (dentre os quais o CO² é o principal) pelo Homem e as mudanças climáticas. E, a depender de quando e quanto conseguirmos conter essas emissões, a temperatura pode variar de 1,5ºC a 6ºC nos próximos 100 anos, o que pode trazer efeitos drásticos para todo mundo (sociedade, economia, ecossistemas…).

Bom, mas enquanto os representantes dos países signatários da Convenção Quadro e do Protocolo de Kyoto ficam batendo cabeça para tentar chegar a um acordo sobre temas nada fáceis como, por exemplo, o futuro das metas de redução dos países desenvolvidos e o papel e a responsabilidade das economias emergentes (China, Brasil, Índia, África do Sul) na mitigação das mudanças climáticas, por que não saber mais sobre o que há para fazer em Durban? Como nunca fui para lá, abri uma exceção e pedi dicas para três amigas sul-africanas (Inka, Jess e Nicki) e uma amiga brasileira que faz parte da delegação que representa o Brasil na COP17 (Nati).

Com essa excelente miscelânea de informações, já preparei o roteiro das 10 coisas que eu e você temos que fazer quando formos para Durban!!!

1. Fazer hiking nas montanhas de Drakensberg (que, em zulu, significa Montanha do Dagrão) e, de quebra, ver desenhos pré-históricos (que adoro!!!) nas cavernas de Giant’s Castle.  Por causa das pinturas rupestres, dos 200km de montanhas, das 290 espécies de pássaros, 48 espécies de mamíferos, e espécies raras de plantas, Drakensberg é considerado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

2. Visitar o iSimangaliso Wetland Park, antigamente conhecido como Reserva Natural de Santa Lucia, fica na costa de KwaZulu-Natal (província onde fica Durban), e é a terceira maior área protegida da África do Sul e a primeira a ter sido tombada como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO. iSimangaliso tem 332.000 hectares e chega até a fronteira com Moçambique – é tão grande que abrange seis ecossistemas diferentes!!! O parque também fica perto da Reserva de Caça Hluhluwe, onde dá para fazer safári e tentar ver (e não caçar!!!) os famosos Grande Cinco (Big Five) da África: elefante, leão, rinoceronte, leopardo e búfalo. Ambos os parques ficam a cerca de 300km de Durban, o que significa que esse não é um passeio de um dia… Vale reservar no mínimo três dias para visitar os dois parques!

iSimangaliso

 

3. Visitar o Vale dos 1000 Morros, que fica a 30 minutos de carro de Durban e fica no coração do antigo Império Zulu. Estou louca para visitar as comunidades tribais da região para conhecer um pouco mais sobre a cultura e as danças zulus, e fazer caiaque na represa de Shongweni.

4. Aprender a surfar na Califórnia para depois poder surfar e fazer kite surf na Golden Mile, uma parte da costa de Durban às margens do Oceano Índico, que tem seis quilômetros de praia com ondas muito boas a maior parte do ano (e ataques pontuais de tubarões). Essa também será minha primeira vez no Oceano Índico, já imaginaram a emoção?

5. Visitar o Phoenix Settlement, fundado pelo líder indiano hindu Mahatma Gandhi, que morou por 21 anos em Durban, onde fica a maior comunidade de indianos fora da Índia. Phoenix foi destruída durante o período do apartheid, mas foi reinaugurada em meados de 2000.

6. Visitar as praias de Umhlanga Rocks, uma cidade turística que fica 20 minutos ao norte de Durban, e, nas palavras da Nati, é um lugar “super super bacana”, e ficar no Manaar Bed&Breakfast, um hotel super fofo e charmoso, que fica a 10 minutos (“coscarcanhar”) de uma praia linda linda.

7. Conhecer o Jardim Botânico que fica no centro de Durban e tem uma coleção super bacana de bromélias, palmeiras e orquídeas. O Jardim Botânico também oferece cursos super bacanas de jardinagem e ermacultura (meu sonho de consumo)!!!

8. Passear pela super-descolada Florida Road que tem várias galerias de arte, lojinhas, restaurantes, casas antigas lindas, e, nos finais de semana, uma feirinha de produtos orgânicos, ecofriendly e étnicos (Durban tem uma das maiores diversidades étnicas da África do Sul, com uma mistura de africanos, índianos e europeus – até Fernando Pessoa já morou morou por lá), e almoçar no no Spiga D’Oro ou no Butcher’s Boys (para quem gosta de carne).

9. Comer Kudu (uma carne de caça de um tipo de antílope) e ser bem atendida no Harvey’s, um restaurante aberto em 1993 e que hoje é considerado um dos dez melhores da África do Sul.

10. Tomar uma Black Label, cerveja local produzida pela South African Breweries (SAB), e um bom vinho pinotage, cuja uva surgiu na África do Sul do cruzamento das uvas Pinot Noir e Cinsault.

Bom, acho que é isso. Se não estivesse no meio da minha semana de provas em Berkeley, já estaria em Durban com a minha mochila!!! Até a próxima!!!

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